sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Queimando a língua





Frase do último post: Quando a torcida mais imagina que a vitória é certa, maior é probabilidade do Treze decepcionar.

O gol contra de Fernando expôs exatamente o que foi a partida de ontem. Não foi o Botafogo que conseguiu o empate. Foi o próprio Treze que não venceu. Até o momento, foi o pior resultado do Galo no Campeonato do Nordeste. Agora, para conseguir a liderança, o time deve vencer o CSA, em Maceió, na próxima rodada.

Defensivamente, o adversário alinhou um 3-4-1-2, com marcação homem a homem nos médios ofensivos do Treze, dificultando a nossa posse de bola. Sobrou espaço ofensivo para Pio e Fernando, que vinham de trás, mas, com os meias marcados, eles não tinham opção de passe curto. Era evidente a dificuldade do Galo em penetrar na área botafoguense.  

Como esperado, a criação do Botafogo praticamente não existiu. O time se aproveitava apenas de jogadas de contra-ataque, mas, na hora que o jogo individual era necessário, o Treze sempre levava a melhor. 

Contra-ataque rápido

Tenho criticado, outrora, a falta de velocidade do contra-ataque do Treze. Ontem, o Galo chegou ao gol após desarme e rápida ligação entre defesa e ataque. Chegamos ao gol com poucos toques na bola.

Intocável

É visível a superioridade do momento em que vive Cléo em relação a Vavá. Além do baixinho estar desempenhando importante papel tático, abrindo nas pontas e chamando a marcação, também é o maior assistente do time no segundo semestre e marcou gols nos últimos jogos.

Por sua vez, Vavá não se posiciona bem, o que explica o fato de não receber passes em condição de gol. Desde a partida contra o ABC, no dia 24/06, que não marca sequer um gol com bola rolando. Depois disso, além de não marcar, também não produziu para o time.

Por que o treinador tirou Cléo, e não Vavá?

Faltou atitude

Após sofrer o gol, o time necessitava de uma formação mais ofensiva. As opções mais óbvias:
a)      
     a) Retirar um meia e pôr Thiago Cunha centralizado, com Cléo e Vavá abertos nas pontas. O time passaria para o esquema 4-2-1-3.
b)            b)Trocar Cleidson por Alex Maranhão, para um maior suporte lateral ofensivo.
c)                  c)  Com o passar do tempo, as duas opções acima.

Marcelo Vilar optou por trocar apenas seis por meia dúzia. O time continuou no 4-2-2-2, mesmo precisando do resultado.

Abaixo, as notas de cada atleta e breves comentários.

Tony – 7,0 – Seguro. Difícil ser vazado, foi vítima letal do gol contra.

Niel – 6,0 – Após se posicionar de forma bizarra no 1º tempo, corrigiu os erros na 2ª etapa e fez boa partida. Na marcação homem a homem, é muito eficaz – fez 5 desarmes. Foi dele um passe excepcional que começou o contra-ataque do gol trezeano.

Tiago Messias – 7,0 – Raçudo e seguro na defesa.

Anderson – 7,5 – Bom nos desarmes e o porto seguro do time no jogo aéreo.

Cleidson – 5,5 – Posicinou-se bem na defesa, mas faltou apoio ao ataque.

Pio – 6,5 – Importante nas saídas de bola e nas ligações diretas entre defesa e ataque. Foi o maior ladrão de bolas do meio-de-campo e ainda tentou 3 arremates ao gol. Cometeu 6 faltas, o que corresponde a 50% das cometidas pelo Treze.

Fernando – 6,0 – Posicionou-se bem na defesa, foi participativo e também deu investidas ao ataque. No 2º tempo, retornou com futebol apático. Acabou marcando um gol contra.

Rone Dias – 7,0 – Fez boas jogadas individuais, driblando o adversário e lançando de forma excepcional. Deu ótimos passes e teve boa acurácia na distribuição do jogo.

Miltinho – 5,0 – Pouco participativo, também errou muito quando cruzava na área.

Cléo – 7,5 – Muita movimentação e importância tática na equipe. Pouco errou no jogo – salvo quando foi desarmado, duas vezes. Porém, arrematou de pé duas vezes no gol, acertou 3 passes e ainda marcou o tento que abriu o placar.

Vavá – 5,0 – Futebol tímido, dominando a bola e tocando de lado. Tem ao seu favor a raça de retornar à defesa e ajudar na marcação. Em 90 minutos em campo, chutou a gol apenas uma vez.

Alex Maranhão – 5,0 – Entrou para dar melhor dinâmica ao meio-campo, mas não utilizou todo o gás que possuía.

Thiago Cunha – 6,0 – Em pouco tempo, demonstrou bom posicionamento, que lhe proporcionou um grande arremate de dentro da área, obrigando excelente defesa do goleiro adversário. Também teve outra oportunidade, quando chutou rente à trave. 

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