quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SEM DESCULPAS



A displicência pode levar muitos a afirmarem que o resultado em amistoso não importa de maneira alguma. É evidente que a preparação física, técnica e tática estão acima disso. Mas o adversário, apesar da qualidade técnica, possuía quase nenhum entrosamento – já que havia começado a treinar com bola há menos de 10 dias, além de não estar bem fisicamente.

E, apesar das deficiências do América, o Treze facilitou o jogo, especialmente mostrando fragilidade no sistema defensivo em geral, fruto do mau posicionamento do time quando a bola estava em posse do adversário e, também, da má distribuição dos jogadores no ataque, o que dificultava o retorno à defesa em caso de contra-ataque.

Apesar da derrota, primeira da pré-temporada, esta foi a melhor exibição do Treze em 2011. Não adianta dizer que o time não possui boas peças. Falta simplesmente ao treinador Marcelo Vilar cumprir o seu dever de organizar o time, sobretudo defensivamente.

Abaixo, as notas de cada jogador.

Marcello Galvão – 7,0 – Demonstrou insegurança no início da partida, mas depois desencantou, fazendo boas defesas e passando segurança. Mas deixa muito, muito mesmo a desejar nas saídas de gol. 

Tigrão – 7,5 – Jogou com raça, foi bem na defesa e apoiou bastante. Destaque para sua agilidade em ir ao ataque e voltar para defender. É titular do ainda mau preparado fisicamente Ferreira. 

Ranieri – 6,0 – Foi seguro e importante no jogo aéreo defensivo.

Anderson – 4,5 – Não teve tranqüilidade para sair jogando, apelando para balões em várias oportunidades. Continua com o problema do mau posicionamento, ficando muito adiantado em relação à linha da zaga. Ainda arrumou tempo para ter culpa no cartório em um dos gols do adversário.

Paulinho Potyguar – 7,0 – Iniciou o 1º tempo com timidez, apagado no ataque e se posicionando mau na defesa. Na 2ª etapa, porém, foi articulador de várias jogadas e demonstrou qualidade no cruzamento.

Fábio Oliveira – 5,0 – Nos minutos iniciais, marcou bem e não errou. Depois, foi protagonista de vários passes errados.

Thiago Almeida – 7,5 – Fez boa partida, com passe e reposição de bola impecáveis. Na 2ª etapa, entretanto, cansado e improvisado na lateral-direita, caiu drasticamente de rendimento.

Laercio – 6,5 – Apagado no 1º tempo, o meia voltou bem na 2ª etapa de jogo. Distribuiu bem o jogo e ainda foi o assistente do gol de Cléo. Com isso, ele se firma como maior “garçom” do time alvinegro, com 4 assistências na pré-temporada.

Júlio César Zabotto – 5,5 – Ainda visivelmente fora de forma, não fez boa partida, mas notou-se que ele possui boa qualidade técnica. Maravilhou a torcida com toques de letra e calcanhar e fez bons passes. Mas continua sendo bastante desarmado, fruto da não correspondência do corpo a trombadas e fintas, além de se posicionar mau em vários lances, permanecendo na linha do ataque, proporcionando um vazio no meio do Galo.

Cléo – 8,0 – Deu trabalho à defesa americana, com sua velocidade, além de fazer bons cruzamentos, bons passes e ainda marcar o gol do Galo na partida.

Warley – 6,0 – Foi pouco acionado, por isso fez pouco no jogo. Ainda deu bons passes, mas não foi o bastante para consagrá-lo nos 90 minutos. Entretanto, é notável a sua qualidade técnica.

André Lima – 6,0 – Entrou e passou tranqüilidade na zaga, inclusive cortando um dos lances perigosos a favor do adversário, encarando o adversário com velocidade e desarmando-o. Com a má fase de Anderson, tem bola para ser titular.

Weverson – 4,0 – Pouco fez na defesa e ainda foi o rei dos passes errados.

Márcio Pinho – 9,0 – Ele ainda não tinha tido tempo de mostrar seu futebol, que foi exibido com maestria, esta noite. Foi bem na marcação, ganhou vários jogos de corpo, bolas aéreas e foi perfeito na distribuição de jogo e no passe. Ainda levou bastante perigo à meta adversária com arremates de longa distância, sejam em falta ou com a bola rolando.

Piva – sem nota.

Manu – 5,0 – Foi pouco participativo, mas ainda levou perigo à meta americana, com boa finalização.

Glauco – 4,0 – Perdeu gol em baixo da trave e deu cabeçadas medíocres. E continua com a "mania" de cavar faltas. Desta vez, tentou fazê-lo dentro da área, numa queda mais do que bizarra.

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