segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NÚMEROS DA PRÉ-TEMPORADA



O Treze encerrou, ontem, seu ciclo de amistosos preparativos para o Campeonato Paraibano. O Galo enfrentou a Seleção de Assunção, o Central, o Centenário (2x), o América-RN(2x) e o Confiança-SE, totalizando 7 jogos. No total, o alvinegro teve 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota, marcando 17 gols e sofrendo 5.  Confira os números dos atletas.

Quem mais jogou: Apenas Ranieri, Weverson e Piva estiveram presentes nos 7 jogos realizados pelo Galo, como titulares ou reservas utilizados. Já quem mais jogou como titular foram Paulinho Potyguar, Laércio e Cléo, todos com 5 jogos entre os 11 iniciais.

Artilheiros: Cléo e Manu, com 4 gols cada, são os artilheiros do Galo na pré-temporada.

O Garçom: Laércio, com 4 assistências, é o líder neste quesito. Atrás dele, vem Júlio César Zabotto, com 3. Vale lembrar que a média de Zabotto é melhor, visto que jogou apenas 4 partidas; já Laércio, participou de 6.

Indisciplinados: Ferreira, Thiago Almeida, Márcio Pinho e Laércio foram os únicos que tomaram cartão vermelho.

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SISTEMA DEFENSIVO EM BAIXA




Após quase dois meses de preparação para o Campeonato Paraibano, o Treze encerrou sua pré-temporada com a melhor de suas exibições – em questão de conjunto - até então. Isso é explicado pelo fato do tempo ter contemplado o Galo com entrosamento e condicionamento físico já próximo dos ideais.

Apesar da melhora, ainda há muito a ser organizado, sobretudo no sistema defensivo. O primeiro passo para uma melhoria de pelo menos 50% é a troca de Anderson – que atravessa uma fase terrível - por Ranieri.

Depois, os erros táticos é que devem ser levados em consideração. A começar por ceder cobertura à fraca marcação nas laterais, principalmente por parte de Paulinho Potyguar, que é mau na defesa e costuma levar muitas bolas nas costas. Pior que, como o meio-campo só dispõe de 2 homens de marcação  – já que nenhum dos meias ajuda significativamente na defesa – o miolo alvinegro sempre ficará com pouco material humano para bloquear as jogadas adversárias.

Se Vilar não conseguir trabalhar individualmente com Laércio, para que este ajude na marcação, fazendo uma linha de 3 homens à frente da zaga, quando o adversário estiver com a posse, a única saída é optar pela entrada de um volante pegador no lugar de um dos meias, já que não dá para abrir mão de nenhum dos dois médios-volantes titulares. Do jeito que está, a conseqüência será tomar gols totalmente bobos e inesperados, como os sofridos contra o América e Confiança, no PV.

Abaixo, as notas de cada jogador participante do jogo contra o Confiança

Marcello Galvão – 4,5 – Apesar de praticar pelo menos duas grandes defesas, falhou nos dois gols do adversário, saindo muito mal no 1º gol – quando o certo seria aguardar o adversário dominar para poder ir em cima – e deixando passar bola totalmente defensável no 2º. Deficiência extremamente preocupante nas saídas de bola, fruto dos 7 meses sem atividade, antes de vir para o Treze.

Ferreira – 7,5 – Fez um golaço, abrindo o placar no PV, e cruzou para Warley marcar o 2º do time.

Paulinho Potyguar – 4,5 – Numa exibição fraca, pouco fez no ataque e cansou de levar bolas nas costas na defesa. Certamente será uma das peças que dará “trabalho” ao setor defensivo do próprio time, precisando sempre de cobertura de um dos volantes. A opção no banco, Celico, tem as mesmas características, mas marca um pouco melhor.

Anderson – 3,5 – Posicionou-se muito mal, marcando o atacante com negligência – sem atenção na movimentação do adversário. Fez isso no 1º gol sofrido, onde teve culpa no cartório.

André Lima – 6,0 – Pouco falha, apesar de mostrar deficiências no passe e no jogo aéreo. Entretanto, dificilmente é driblado e faz marcação homem a homem com maestria. Com Anderson em má fase, merece a titularidade.

Thiago Almeida – 7,0 – Joga duro e não dá mole pro adversário. Apesar da força física, jogou muito bem com o pé, sendo o maior responsável pelo sucesso da saída de jogo do time, fintando o adversário para limpar a jogada e distribuir o jogo. Os pontos negativos ficam por parte do grande número de faltas cometidas – em virtude, principalmente, da fraca arbitragem – e de uma certa timidez no fim do jogo, causado pelo ainda não ideal preparo físico.

Márcio Pinho – 7,0 – Tem habilidade de sobra para distribuir o jogo muito bem e comandar uma saída de bola junto com Thiago Almeida. Além disso, mostrou força física, boa marcação e apoio ao ataque.

Laércio – 6,0 – Dividiu-se entre o 1º e 2º tempo, onde foi importante na troca de passes do time e fez boas jogadas até os 45 minutos iniciais, porém apagou-se e até foi expulso na 2ª metade do jogo.

Júlio César Zabotto – 7,5 – Enfim, o jogador que brilhou no Red Bull-SP exibiu um bom futebol, sendo o principal cérebro do meio-de-campo trezeano. Foi dele um corta-luz excepcional que resultou no gol de Ferreira, no 1º tempo, e o cruzamento para o gol de Cléo, no 2º.

Cléo – 7,5 – Pouco foi desarmado e novamente infernizando a defesa adversária com sua velocidade. Também foi mais um destaque na troca de passes do setor ofensivo e terminou o dia fazendo o gol da vitória do Galo.

Warley – 7,0 – Apresentou bom passe e bom cabeceio. Marcou o 2º gol do Treze no jogo.

Tigrão – sem nota.

Celico – sem nota.

Ranieri – sem nota.

Weverson – sem nota.

Piva – 4,0 – Entrou e foi protagonista de lances bizarros e erros de passe.

Alberto – 5,0 – Apesar de pouco tempo em campo, demonstrou vigor físico, determinação e boa movimentação. Deu tempo para quase marcar o seu gol, após cabeceio, o que mostrou presença de área.


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

NÃO HÁ SEGREDOS NO CONFIANÇA



O próximo adversário do Treze, o Confiança de Aracaju, virá a Campina Grande para realizar o seu 4º amistoso de preparação para o Campeonato Sergipano. Treinando desde o início de Dezembro, o clube ainda não caiu nas graças da torcida, uma vez que os resultados, apertados, nos amistosos não têm sido satisfatórios. 

O treinador, Nadélio Rocha(foto) – ex-treinador do River Plate de Carmópolis, adversário do Treze na Série D 2010, foi o responsável pela montagem da equipe. O elenco, basicamente, é formado por atletas da região e contém vários conhecidos do torcedor paraibano – entre eles Hudson(goleiro), Leandro(zagueiro), Glauber Gomes(zagueiro), Piauí(lateral-esquerdo), Vovô(lateral-direito), Raulino(volante), Tazinho, Ciro e Da Silva(meias). 

Como de praxe nas escalações do treinador da equipe, o esquema 3-4-1-2 prevalece. O time se vale de uma boa cobertura defensiva para dar suporte aos alas, que apoiam bastante o ataque. No meio-campo, Ciro e Tazinho armam as jogadas e se reversam no ataque - a menos que um deles perca a posição para Róbson Saci, até agora destaque da equipe na pré-temporada.

Ficha técnica:
Confiança(3-4-1-2): Hudson; Leandro, Bira, Claudio Baiano; Vovô, Alex Franco, Raulino, Piauí; Ciro; Tazinho e Da Silva. Técnico: Nadélio Rocha.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

NÃO MAIS QUE A OBRIGAÇÃO




Como se esperava, no mínimo, uma vitória entre os dois jogos que realizou diante do América, o triunfo no embate em Natal não soou mais que como um alívio para aqueles que possuíam a obrigação de fazer as pazes com sua torcida.

Domingo que vem, o Galo encerra o ciclo de preparação para o Campeonato Paraibano, em amistoso a ser realizado diante do Confiança, no PV. Mais detalhes sobre o adversário e sobre o panorama do jogo serão expostos às vésperas da partida, aqui no blog. 

Baseado nos comentários da imprensa potiguar, foram tiradas as seguintes conclusões da partida:
  
- Vilar treinou para entrar no 4-3-1-2 ou 3-4-1-2, mas, de última hora, resolveu improvisar Celico na meia-esquerda e manter o 4-2-2-2 que vinha utilizando.

- O América teve bem mais posse de bola e criou as melhores chances, enquanto o Treze contra-atacava.

- Carlos, goleiro, foi um dos melhores em campo, praticando várias defesas difíceis, inclusive um pênalti. Além dele, Piva e Cléo foram os mais elogiados pela imprensa potiguar. 

- O Treze mostrou-se bastante seguro no jogo aéreo defensivo, com Ranieri e Anderson tirando tudo pelo alto.

- O gol do Galo surgiu após boa jogada de Ferreira, que cruzou para Cléo aproveitar a falha do goleiro Tutti e abrir o placar de cabeça.

- Destaque negativo para os volantes Thiago Almeida e Márcio Pinho, ambos expulsos por agressão e reclamação, respectivamente. Jefferson, que cometeu penalidade máxima pouco tempo depois de entrar em campo, também aparece na lista.

sábado, 22 de janeiro de 2011

VILAR PRONTO PARA MUDAR ESQUEMA




Após evidências de que o time estava vulnerável e desorganizado na defesa, Marcelo Vilar parece ter encontrado a primeira tentativa para solucionar o problema. Depois de amargar a derrota diante do América, o técnico provavelmente utilizará apenas 1 meia e dará lugar a uma peça defensiva no esquema.

Com isso, é aguardado um dos esquemas entre o 4-3-1-2 e 3-4-1-2, dependendo do posicionamento de Weverson, provável cabeça-de-área ou 3º zagueiro do time. Os desfalques ficam por conta de Júlio César Zabotto, André Lima, Laércio e Tigrão. O primeiro contraiu uma entorse no tornozelo, enquanto que os demais ainda estão fadigados do confronto de Quarta-feira.

O adversário, por sua vez, irá manter o mesmo 4-2-2-2 que venceu o Treze em Campina Grande.

Prováveis escalações:

Treze(4-3-1-2): Marcello Galvão; Ferreira, Ranieri, Anderson, Paulinho Potyguar; Weverson, Thiago Almeida, Márcio Pinho; Piva; Cléo e Warley. Técnico Marcelo Vilar. 

América(4-2-2-2): Tutti; Osmar, Mauro, Róbson, Márcio; Elielton, Robson Simplício; Washington, Daniel Barros; Charles e Felipe Moreira. Técnico: Dado Cavalcanti.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ANÁLISE TÁTICA DOS GOLS SOFRIDOS




Havia afirmado, em post anterior, que o maior problema, apesar da condição física e entrosamento não estarem em formas ideais, foi a desorganização tática do Treze em campo, sobretudo defensivamente. Não adianta falar de cabeça quente e/ou sem olhar crítico apurado que os jogadores são ruins. São bons. Mas falta distribui-los em uma formação organizada e eficiente para o time, não para destacá-los individualmente.

Na 1ª etapa, por mais que tenha feito uma má exibição, Fábio Oliveira foi, sim, importante para o time. Ele jogou mais recuado que os demais homens do meio-campo e preencheu espaços em que o adversário poderia ter explorado. No 2º tempo, entretanto, com a entrada de Márcio Pinho, o time passou a jogar com dois médios volantes e dois meias que não marcam. Resultado: falta de pegada na marcação e vazios no meio-campo defensivo do Galo.

Hoje, vendo o vídeo dos gols da partida, isso ficou claro. Repare no 1º gol do América como há, entre os 8 e 9 segundos, um espaço enorme cedido pelo alvinegro. E foi justamente deste espaço que surgiu o adversário que cruzou a bola na área e originou o gol. Detalhe também para a marcação homem a homem do Treze, estratégia que, com boa movimentação tática do adversário, sempre vira um perigo contra a própria pele. Em virtude desta marcação, os dois volantes vieram praticamene para a lateral do campo e Paulinho Potyguar se distanciou demais da linha da zaga. 

Por sua vez, o 2º gol se originou de passe errado de Laercio, com auxílio dá má distribuição do time no setor ofensivo - mais uma vez, o "buraco" no meio existiu, com Júlio César Zabotto permanecendo na linha dos atacantes e Laercio, usualmente, caindo para as pontas para trocar passes com os laterais. No lance do gol, de contra-ataque, prevaleceu a batida de cabeça da defesa alvinegra, que, mesmo em vantagem numérica(eram 7 contra 4), permitiu a penetração do adversário. Detalhe: sem parcialidade alguma, é responsável afirmar que o receptor do cruzamento estava completamente em impedimento

GALO AINDA OSTENTA INVENCIBILIDADE




Apesar da derrota de ontem, o Treze ainda continua invicto em Campina Grande. Pelo menos em jogos oficiais. A série está atualmente em 37 partidas, passando por 6 competições distintas.

Em 2009, foram 3 partidas na Série D e 7 na Copa Paraíba. No ano seguinte, o Galo não sucumbiu em  15 jogos no Paraibano, 1 na Copa do Brasil, 7 no Nordestão e 4 na Série D.

Em 2011, o Galo passará por difíceis embates para poder dar sequência ao recorde. Principalmente no dia 16/02, quando enfrentará o São Paulo pela Copa do Brasil. Depois, no dia 27/02, o Galo terá confronto diante do rival Campinense. O detalhe é que, se não for antecipado, o time jogará contra o São Paulo, no Morumbi, na noite do dia 24/02, possuindo apenas 2 dias de descanso para o Clássico dos Maiorais.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SEM DESCULPAS



A displicência pode levar muitos a afirmarem que o resultado em amistoso não importa de maneira alguma. É evidente que a preparação física, técnica e tática estão acima disso. Mas o adversário, apesar da qualidade técnica, possuía quase nenhum entrosamento – já que havia começado a treinar com bola há menos de 10 dias, além de não estar bem fisicamente.

E, apesar das deficiências do América, o Treze facilitou o jogo, especialmente mostrando fragilidade no sistema defensivo em geral, fruto do mau posicionamento do time quando a bola estava em posse do adversário e, também, da má distribuição dos jogadores no ataque, o que dificultava o retorno à defesa em caso de contra-ataque.

Apesar da derrota, primeira da pré-temporada, esta foi a melhor exibição do Treze em 2011. Não adianta dizer que o time não possui boas peças. Falta simplesmente ao treinador Marcelo Vilar cumprir o seu dever de organizar o time, sobretudo defensivamente.

Abaixo, as notas de cada jogador.

Marcello Galvão – 7,0 – Demonstrou insegurança no início da partida, mas depois desencantou, fazendo boas defesas e passando segurança. Mas deixa muito, muito mesmo a desejar nas saídas de gol. 

Tigrão – 7,5 – Jogou com raça, foi bem na defesa e apoiou bastante. Destaque para sua agilidade em ir ao ataque e voltar para defender. É titular do ainda mau preparado fisicamente Ferreira. 

Ranieri – 6,0 – Foi seguro e importante no jogo aéreo defensivo.

Anderson – 4,5 – Não teve tranqüilidade para sair jogando, apelando para balões em várias oportunidades. Continua com o problema do mau posicionamento, ficando muito adiantado em relação à linha da zaga. Ainda arrumou tempo para ter culpa no cartório em um dos gols do adversário.

Paulinho Potyguar – 7,0 – Iniciou o 1º tempo com timidez, apagado no ataque e se posicionando mau na defesa. Na 2ª etapa, porém, foi articulador de várias jogadas e demonstrou qualidade no cruzamento.

Fábio Oliveira – 5,0 – Nos minutos iniciais, marcou bem e não errou. Depois, foi protagonista de vários passes errados.

Thiago Almeida – 7,5 – Fez boa partida, com passe e reposição de bola impecáveis. Na 2ª etapa, entretanto, cansado e improvisado na lateral-direita, caiu drasticamente de rendimento.

Laercio – 6,5 – Apagado no 1º tempo, o meia voltou bem na 2ª etapa de jogo. Distribuiu bem o jogo e ainda foi o assistente do gol de Cléo. Com isso, ele se firma como maior “garçom” do time alvinegro, com 4 assistências na pré-temporada.

Júlio César Zabotto – 5,5 – Ainda visivelmente fora de forma, não fez boa partida, mas notou-se que ele possui boa qualidade técnica. Maravilhou a torcida com toques de letra e calcanhar e fez bons passes. Mas continua sendo bastante desarmado, fruto da não correspondência do corpo a trombadas e fintas, além de se posicionar mau em vários lances, permanecendo na linha do ataque, proporcionando um vazio no meio do Galo.

Cléo – 8,0 – Deu trabalho à defesa americana, com sua velocidade, além de fazer bons cruzamentos, bons passes e ainda marcar o gol do Galo na partida.

Warley – 6,0 – Foi pouco acionado, por isso fez pouco no jogo. Ainda deu bons passes, mas não foi o bastante para consagrá-lo nos 90 minutos. Entretanto, é notável a sua qualidade técnica.

André Lima – 6,0 – Entrou e passou tranqüilidade na zaga, inclusive cortando um dos lances perigosos a favor do adversário, encarando o adversário com velocidade e desarmando-o. Com a má fase de Anderson, tem bola para ser titular.

Weverson – 4,0 – Pouco fez na defesa e ainda foi o rei dos passes errados.

Márcio Pinho – 9,0 – Ele ainda não tinha tido tempo de mostrar seu futebol, que foi exibido com maestria, esta noite. Foi bem na marcação, ganhou vários jogos de corpo, bolas aéreas e foi perfeito na distribuição de jogo e no passe. Ainda levou bastante perigo à meta adversária com arremates de longa distância, sejam em falta ou com a bola rolando.

Piva – sem nota.

Manu – 5,0 – Foi pouco participativo, mas ainda levou perigo à meta americana, com boa finalização.

Glauco – 4,0 – Perdeu gol em baixo da trave e deu cabeçadas medíocres. E continua com a "mania" de cavar faltas. Desta vez, tentou fazê-lo dentro da área, numa queda mais do que bizarra.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VILAR DESENHA TIME TITULAR




De acordo com a relação dos convocados para a partida de hoje, diante do América(RN), o técnico Marcelo Vilar já parece esboçar a escalação do Galo para pelo menos iniciar o Campeonato Paraibano. Pela primeira vez com jogadores em condições físicas aceitáveis, essa premissa parece evidente.

É provável, portanto, que o time que começar o jogo de logo mais seja o mesmo que irá enfrentar o Auto Esporte, na estreia do Campeonato Paraibano, no dia 06 de Fevereiro. 

O adversário, em suma, é uma equipe boa tecnicamente, mas ainda precária nos aspectos físicos e, sobretudo, no entrosamento, visto que o time não manteve a base do plantel anterior e ainda está a treinar há poucos dias. Para se ter uma ideia, apenas três dos prováveis escalados para enfrentar o Galo são remanescentes do plantel rebaixado para a Série C – entre eles o meia Washington, ex-Campinense e Botafogo. 

Treze(4-2-2-2): Marcello Galvão; Ferreira, Ranieri, Anderson, Paulinho Potyguar; Fábio Oliveira, Thiago Almeida; Laercio, Júlio César Zabotto; Cléo e Warley. Técnico: Marcelo Vilar.

América(4-2-2-2): Tutti; Osmar, Mauro, Robson, Márcio; Róbson Simplício, Elielton; Daniel Barros,Washington; Charles e Anderson Santos. Técnico: Dado Cavalcanti.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O MELHOR MEIA DA DÉCADA




Contratado por empréstimo junto ao Ceará, o meia Rone Dias chegou ao Treze para suprir a carência de um maestro no meio-campo alvinegro. Com estilo armador, com passe quase perfeito, visão de jogo apurada e boa finta e finalização, Rone Dias logo conquistou a torcida trezeana.

Ao longo de 6 meses vestindo o manto sagrado, fez 31 partidas, marcou 5 gols – 2 de falta e 3 após arremates de fora da área, fez 14 assistências e participou de mais 15 gols do Treze.

No Paraibano, atuando como único armador da equipe, o craque destruiu as estruturas, sendo o maior assistente da competição com 11 passes precisos que resultaram em gol - 8 deles marcados por Vavá. Além disso, ele marcou 2 gols de falta e também foi co-assstências de mais 6 gols do Treze. Após a sua chegada, o Galo marcou 26 gols no Paraibano, tendo-o como participante – com gols, assistências e co-assistências – em 16 vezes.

Entretanto, no 2º semestre, jogando ao lado de Miltinho, o craque não tocava na bola como antes, já que seu companheiro - que corria bastante no 1º tempo, mas cansava na metade do 2º - recebia mais bolas por sempre vir recebê-la na linha à frente da zaga. Os passes de Milton, entretanto, por motivos extra-campo, pouco procuravam Rone Dias. Mesmo com a queda de rendimento, no 2º semestre, RD10 ainda foi o jogador mais participativo e de melhor Scout do meio-de-campo trezeano. Na Série D, o meia participou de quase 50% dos gols alvinegros, enquanto que, no Nordestão, teve participação em 11 dos 18 gols do Galo. E é porque estava em “má fase”...

Confira os destaques da década na posição:

(2001) – Marcelo Borges

(2002) – Rodrigo Tabata

(2003) – Alexandre Ratinho

(2004) – Fabiano Gadelha

(2005) – Da Silva

(2006) – Gil Baiano e Leozinho

(2007) – Gaibu

(2008) – Leandro Sena

(2009) – Miltinho

(2010)Rone Dias

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DESPREPARO FÍSICO E DESENTROSAMENTO



O elenco trezeano, apesar de não ter exibido um futebol graúdo, nos últimos amistosos, demonstrou sua qualidade técnica.

Contra o Central, o Galo enfrentou uma equipe que já vinha se preparando há um bom tempo, saindo em desvantagem em quase todos os aspectos; diante do Centenário, o adversário fraco promoveu um certo relaxamento dos pupilos do técnico Marcelo Vilar. Tudo isso, somado às inúmeras substituições realizadas e ao fato de todos os atletas se pouparem de contusões, contribuíram para espetáculos pragmáticos, que não despertaram o encanto no torcedor.

Além disso, a falta de condicionamento físico e de entrosamento no elenco, mesmo que temporariamente, atrapalha. Atletas como Thiago Almeida – há 4 meses parado e ainda não estreou, Tiago Belmonte – que já sentiu fadiga muscular por excesso de esforço na pré-temporada, Ferreira – que desde 2010 já demonstra dificuldade na questão física e Júlio César Zabotto são as peças mais preocupantes. Só Laercio parece estar bem fisicamente, mas, assim como o restante do elenco, ainda não está livre do mau condicionamento.   

Também falta entrosamento. Amistosos contribuem bastante para o aspecto tático, para o atleta assimilar o que o treinador quer quanto ao seu posicionamento. Porém, não entrosa tecnicamente, principalmente por conter várias substituições e não promover continuidade com o material humano.

É provável, entretanto, que esta continuidade já seja posta em prática no amistoso diante do América(RN), dia 19/01, no PV. Espera-se que Marcelo Vilar já ponha em campo a equipe considerada titular para a estreia no Paraibano. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANDERSON DE BOM A ESPETACULAR



Contratado junto ao Votoraty, o zagueiro Anderson impressionou adeptos e comissão técnica do Treze com duas extraordinárias exibições pela Copa do Brasil, onde foi um dos protagonistas na eliminação do Galo na competição. Na oportunidade, no jogo de ida, em Votorantim, o defensor marcou 2 belos gols e sacramentou a vitória da equipe paulista.

Esperança de par ideal para Tiago Messias, Anderson foi tornando, aos poucos, o sonho dos trezeanos em realidade.  Com ótima estatura e força física, o zagueiro é quase perfeito no jogo aéreo defensivo, um verdadeiro porto seguro para o Treze neste tipo de jogada adversária; além disso, costuma sair jogando com qualidade no passe, dispensado chutões.

Entretanto, nem tudo são flores. Parece-me(só pode ser) que Anderson foi atacante nas divisões de base do Flamengo e só depois de uma certa idade foi recuado para zaga, uma vez que seu espírito “artilheiro” não quer sair dele. Ele não é o atleta mais indicado para fazer uma marcação homem a homem - seja por pouca técnica neste tipo de função ou por ser um pouco pesado para tal. Também não se contém em subir ao ataque e deixar o rombo na defesa.

Atributos como esses contribuem, e muito, para uma certa irregularidade do jogador, que hora é um monstro em campo(como em Bahia vs. Treze), hora é candidato a entregar o ouro(como em ABC vs. Treze). Neste caso, cabe a Marcelo Vilar trabalhar técnica e psicologicamente com o atleta, treinando um pouco mais situações de marcação homem a homem e conversando sobre a importância de apenas desarmar, passar e parar. 

Com estas deficiências contornadas, o zagueiro passaria a ser um extraordinário e eficiente jogador em quase todos os jogos que disputar, e não apenas em parte deles, como acontece atualmente.


WARLEY VEM JOGAR OU PASSEAR?



A nova contratação do Treze Futebol Clube para a temporada 2011 chegará hoje ao PV, às 16h30, com pinta de estrela. O atacante Warley, de 32 anos, que jogou 16 jogos e fez 2 gols pela seleção brasileira e brilhou no São Caetano de 2003 a 2004, chega com bagagem curricular, oscilações e número razoável de gols anotados em seu passado recente.

Confira o histórico de Warley:

2007 - Foi vice-artilheiro do estadual do Distrito Federal, com 9 gols, atuando pelo Brasiliense. Também jogou como titular a Série B, no quarteto que tinha Adrianinho, Allan Dellon, Warley e Dimba. Marcou 7 gols.


2008 - Titular no Náutico, nas disputas pelo Campeonato Pernambucano. Fez 6 gols; - dispensado do Timbu, foi para o ABC, onde jogou pouco e marcou apenas 3 gols na Série B.

2009 -
Numa fase ruim da carreira, amargou a reserva no Madureira(RJ) e marcou apenas 1 gol com a camisa do Tricolor suburbano. 


2010 - Foi artilheiro do seu clube, o Villa Nova(7º colocado entre 12 participantes), no Campeonato Mineiro, com 6 gols, inclusive marcando contra os grandes deste estado. .


Ideia de como vem tecnicamente
É bom destacar que, mesmo após um declínio na carreira, ele continuou marcando em competições de níveis muito mais elevados que o do Paraibano. Não se sabe, entretanto, como está seu faro para construção de jogadas.

Não é centro-avante!
Mesmo quando jogou em times de ponta, como Grêmio, São Caetano e Palmeiras, Warley nunca foi um goleador. Ele tem estilo de jogo veloz e com boa finalização. É preferível que jogue como ponta-de-lança, porém nada impedirá de jogar como centro-avante. 

Não vem para o DM!
Warley não possui histórico de graves lesões. Ou seja, o Warley que chega provavelmente deve ser participativo no plantel. O ponto-chave é detectar se ele ainda tem a mesma explosão de outrora, ou pelo menos algo próximo disso.

FICHA TÉCNICA: Warley

Nome: Warley Silva dos Santos
Posição: Atacante
Nascimento: 13/02/1978
Local: Brasília-DF 
Altura: 1,81 m 
Peso: 78 kg
Histórico: Atlético-PR, São Paulo, Udinese-ITA, Grêmio, Udinese-ITA, São Caetano, Palmeiras, Atlético-PR, Brasiliense, Náutico, ABC, Madureira e Villa Nova-MG.
Títulos: Campeão Paranaense de 1998 (Atlético-PR), Copa do Brasil de 2000 (Grêmio), Campeão Pré-Olímpico de 2000 (Seleção Brasileira), Campeão Gaúcho de 2001 (Grêmio), Campeão Paulista de 2004 (São Caetano) e Campeão Brasiliense de 2007 (Brasiliense).

domingo, 9 de janeiro de 2011

ANÁLISE DE TREZE X CENTENÁRIO



Após a vitória diante do Central, em um jogo truncado, de poucos lances técnicos e muito posicionamento em jogo, hoje foi a vez dos atletas trezeanos aparecerem individualmente, contra um time de menor nível.

O Galo se aproveitou da fragilidade adversária – sobretudo ofensiva - e aplicou uma goleada de 4-0, com gols de Piva, Glauco, Tigrão(de falta) e Manu, respectivamente. No 1º tempo, apesar de mais ofensivo, atuando no 4-2-2-2, o Treze criou menos jogadas, diante da boa marcação do Centenário. Na 2º etapa, porém, cansado, o time potiguar não conseguiu ter mais pernas que o Galo e acabou se abrindo e deixando mais espaços.

Curiosidade O meia Laercio é o único atleta do elenco a ser titular em todos os amistosos que o Treze participou.

Artilheiro Com 3 gols diante da Seleção de Assunção e 1 gol, hoje, contra o Centenário, Manu se isola na artilharia da pré-temporada galista, somando 4 gols.

Abaixo, as notas e análises de cada jogador que atuou no jogo de hoje.

Marcelo Galvão – 5,0 - Não passou segurança, falhando em pelo menos dois lances, que, por sorte, não comprometeram.

Tigrão – 7,0 – Ao contrário de Ferreira, que tem estilo de jogo cadenciado, Tigrão fez lançamentos diretos ao fundo, apresentou-se bem ao ataque e mostrou-se um bom cobrador de faltas, marcando o 3º gol da partida.

Jefferson – 5,5 – Exibição sem muitos aparições, mas demonstrou segurança e força física.

Anderson – 5,5 – Importante no jogo aéreo e na saída de bola, porém continua a pecar no posicionamento – às vezes muito adiantado.

Paulinho Potyguar – 5,5 – Pouco fez na partida, mas demonstrou qualidades. É um lateral de velocidade e que não teme ir à linha de fundo para tentar o cruzamento.

Fábio Oliveira – 5,5Não teve trabalho na marcação, mas mostrou que sabe distribuir o jogo – exatamento o pecado de seus concorrentes, Roni e Weverson.

Márcio Pinho – sem nota.

Piva – 6,5 – Foi importante para manter a qualidade do passe no meio-campo, errando muito pouco neste atributo, e marcou o 1º gol do jogo.

Laercio – 6,0É esforçado, corre, tem bom passe e não teme fintar o adversário e produzir uma jogada mais audaciosa. Com boa visão de jogo, cruzou na medida para Piva completar a jogada e marcar o gol que abriu o placar no PV.

Cléo – 6,0Importante papel tático, esforço e bons passes.

Glauco – 5,5 Apesar da força física, cava muitas faltas desnecessárias, onde o melhor quase sempre é lutar pela bola e prosseguir a jogada. Nota maior do que seu futebol reflete por conta do bom cabeceio, que deu ao Treze o 2º gol do jogo.

Carlos – sem nota.

Ferreira – 5,0 – Fez o chamado feijão-com-arroz com a bola no pé, mas pecava no posicionamento, caindo muito para o meio quando não era necessário.

Ranieri – sem nota.

André Lima – 5,0 – Seguro na marcação, mas errou muito na saída de bola.

Celico – sem nota.

Roni – 4,5 – Atuação um pouco confusa. Fez muitas faltas e errou passes.

Weverson – 5,0 – Foi mal nos passes, como quase sempre, mas manteve a linha de desarmes em alta. 

Leomir – 5,5 Pouco errou passes e fez bons lançamentos.

Júlio César – 6,0 Desengoçado, fora de forma e errando passes ou sendo desarmado. Porém, com todos os erros, ainda foi detentor de 2 assistências – no escanteio que originou o 2º gol e no ótimo passe para Manu fazer o 4º.

Manu – 5,5 Fez seu dever de marcar gols, mas aparentou estar com pouco vigor físico e foi fominha em alguns lances.

Clóvis Diego – sem nota.